Projetos

Mulheres do Jequitinhonha

Mulheres do Jequitinhonha é um projeto social concebido pela AJENAI. 

 

O objetivo deste trabalho é o fortalecimento das mulheres de comunidades rurais a partir dos seus saberes.

 

Geração de renda é o resultado final deste trabalho. Mas, durante o processo, outros ganhos tão ou mais importantes são adquiridos como:

  • a melhoria da saúde mental, emocional e física;

  • o fortalecimento da identidade individual e comunitária;

  • a consolidação de vínculos e de uma rede de apoio;

  • a descoberta de talentos escondidos.

 

O projeto busca assim o empoderamento dessas mulheres para que possam ser autônomas e protagonistas da própria história.

Por ora, dois grupos fazem parte deste projeto: as Bordadeiras do Curtume e as Tecelãs de Tocoiós.

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Bordadeiras do Curtume

Início: 2015

Localidade: Comunidade do Curtume, município de Jenipapo de Minas (MG)

 

A AJENAI atua na comunidade Curtume desde o ano 2 mil com ações de organização comunitária, contribuindo com a redução da vulnerabilidade social e econômica. Em 2015, iniciou um projeto de fortalecimento de vínculos cujo objetivo era aproximar as mulheres da comunidade que se encontravam sozinhas e com a saúde física e emocional fragilizada.

 

A partir da escuta dessas mulheres, Viviane Fortes, coordenadora do projeto, passou a promover encontros coletivos para a prática de atividades manuais e foi, aos poucos, trazendo à tona os saberes do grupo.

 

O bordado, através do ponto cheio, surgiu como atividade praticada por algumas - mas esquecida por muitas. O grupo decidiu então praticar coletivamente o bordado. As 4 mulheres que bordavam foram, aos poucos, ensinando às demais. Hoje, o grupo tem 25 bordadeiras e 10 aprendizes, a maioria entre os 20 e 30 anos.

Além da prática do ponto cheio, as bordadeiras foram progressivamente trazendo à memória outros saberes como cantigas e danças, o manejo das plantas e raízes e o tingimento vegetal.

 

A partir do fortalecimento da história e dos seus saberes ancestrais, as bordadeiras começaram a retratar, em seus bordados, a vida na comunidade a partir dos desenhos do menino Diogo, filho da bordadeira Carmen.

 

Após 2 anos de trabalho, quando a identidade dos bordados e das bordadeiras já estava fortalecida, a artista mineira Ana Vaz foi convidada a prestar uma consultoria para o desenvolvimento de uma 1˚ coleção, que foi intitulada os“Estandartes do Curtume”. A linda coleção é fruto de uma experiência compartilhada entre as Bordadeiras do Curtume e o trabalho sensível e primoroso da artista Ana Vaz. 

 

Os estandartes bordados são hoje vendidos em lojas de design e arte popular em SP, BH e Tiradentes, e foram destaque em exposições em Belo Horizonte, Brasília e Genebra (Suíça).

Contribuíram ainda para o grupo das Bordadeiras os brincantes Maria das Dores Santos Chaves (Dorinha) e Adelsin, a estilista Luisa Luz e as mulheres das comunidades de Silvolândia e  Tamanduá. 

Fotos: Érica Rianni

Tecelãs de Tocoiós

Início: 2015

Localidade: Tocoiós, município de Francisco Badaró (MG)

 

Há muitos anos, as mulheres de Tocoiós se encontram para fiar. Os encontros ocorriam em casa, na rua e, posteriormente, num barracão que ficou sendo a sede do grupo. Algumas sabiam tecer, e o tear passou aos poucos a fazer parte da atividade coletiva.

A partir de 2015, Viviane Fortes passou a acompanhar as mulheres dentro da metodologia do projeto Mulheres do Jequitinhonha, com o propósito de auxiliá-las no fortalecimento da identidade do grupo, sempre em respeito às tradições e aos saberes da terra. 

O primeiro passo foi um intercâmbio realizado entre as tecelãs e as mulheres “Rendeiras da Aldeia” (Oca, Escola Cultural de Carapicuíba, São Paulo, sob a coordenação de Lucilene Silva).

Em seguida, veio a construção de um  galpão, em 2017,  com o apoio da Oca e o patrocínio do Instituto C&A,, onde as mulheres pudessem trabalhar com segurança e dignidade. A construção aconteceu em mutirão, com ampla participação das mulheres e da comunidade. O projeto arquitetônico e o acompanhamento da obra foram feitos de forma voluntária pela arquiteta Vanessa Riani e o engenheiro Júlio Bond.

 

O novo espaço abriga cinco teares, área dedicada ao tingimento, à fiação e ao armazenamento das peças e do material, uma lojinha, banheiros e uma cozinha. 

Viviane Fortes vem ainda trabalhando com as mulheres para firmar a identidade do trabalho do tear com a tradição e a cultura do Vale do Jequitinhonha, trazendo os motivos e as cores características da terra.

A partir de uma iniciativa de financiamento coletivo, a AJENAI promoveu um intercâmbio das mulheres para o aprimoramento das técnicas do tingimento natural e sustentável, através de um curso no Conservatório Etno Botânica, em Itamonte (MG).

Hoje, as peças trazem tons terrosos obtidos pelo tingimento natural e sustentável, com uso de plantas nativas como o jenipapo, a aroeira, o tingui, a casca da cebola, a gema do ovo, a mangueira, o anil, o murici do cerrado, anjico, romã, pequi, urucum, amoreira, erva de passarinho etc.

Fotos: Érica Rianni, Livia Reheby e Rinaldo Martinucci 

AJENAI

Associação Jenipapense de Assistência à Infância 


 

Telefone:  + 55 33 37389081

Endereço: Rua Padre Willy, nº 278 Jenipapo de Minas /MG

CNPJ: 03235662/0001-39

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